
Tem cadeiras se embalando
Sentindo a brisa do Caeté
Sentindo o cheiro do mato verde
Sentido o cheiro da maré.
Tem cadeiras espiando
O que acontece na região
O que acontece na cidade
Fuxicando de montão.
Tem cadeiras até pensando
Até quando vou poder ficar
Tranqüila aqui na porta
Vendo o tempo passar.
Poesia de Geraldo Coelho
(Bragança-Pará)
Fiz este poema, ao deparar com cenas de moradores bragantinos sentados em suas cadeiras de embalo no centro da cidade, curtindo a tranquilidade da Pérola do Caeté. Inspirado nessas imagens, esse bragantino de coração escreveu "Tem Cadeiras. . ."
