domingo, 4 de maio de 2008

TEM CADEIRAS


Tem cadeiras se embalando
Aguardando a procissão
Lá vem são Benedito
Santo preto do povão.

Tem cadeiras se embalando
Sentindo a brisa do Caeté
Sentindo o cheiro do mato verde
Sentido o cheiro da maré.

Tem cadeiras espiando
O que acontece na região
O que acontece na cidade
Fuxicando de montão.

Tem cadeiras até pensando
Até quando vou poder ficar
Tranqüila aqui na porta
Vendo o tempo passar.

Poesia de Geraldo Coelho
(Bragança-Pará)

Fiz este poema, ao deparar com cenas de moradores bragantinos sentados em suas cadeiras de embalo no centro da cidade, curtindo a tranquilidade da Pérola do Caeté. Inspirado nessas imagens, esse bragantino de coração escreveu "Tem Cadeiras. . ."

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