segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA ....

... Lembranças de uma Bragança do passado.

Quando a gente mora em outro estado e passa muito tempo sem visitar a terra da gente vem muitas lembranças e puxa da gente momentos que passamos em um determinado tempo...

Lembro de quando eu estudava no Santa Terezinha pela manhã, e a tarde era reservado para recapitular as lições passadas pelas irmãs Terezinha, Ir. Mazoni, Ir. Oneide, Ir. Letícia e a Ir. Fátima. A gente ia lá pra casa do Napoleão Braun no Bairro do Cereja. É verdade ! nós tinhamos uma equipe de estudo e com isso sempre saiam boas notas.

Que tempos aqueles, tempos que não voltam mais, mais a saudade ficou no coração de muitos. Nossa turma era muito unida, olha só as peças: Napoleão Braun, Álvaro Castanho, Miguel Ramos, Rui, Milton Lobão, Luciano Costa Castro, Roberto Monteiro e Joãozinho Mota, além de outros mais.... Não esqueci não, "delas" as preciosas e queridas amigas do 4º ano ginasial: Myrle Braun, Vania Castanho, Aninha, Ana Luiza, Fátima Barbosa, Selma Risuenho, Carminha, Fatita, Nely e tantas outras que naum me recordo o nome agora (desculpas ok).

Lembro das pesquisas que tínhamos que fazer na Biblioteca do IST e das chuvas torrenciais que preferiam cair na hora da gente ir pra casa. Me lembro ainda do coreto da praça das Bandeiras com aquela piscina e um chafariz no meio e os peixinhos que eles insistiam em colocar lá. Muitas carreiras fizemos do vigia da praça, porque era proibido tomar banho no chafariz da praça e a gente sempre fazia essas peripécia.

Me lembro que ficávamos em turma sentados nos bancos em frente daquele obelisco da Praça da Igreja Matriz, contando as histórias do dia anterior ou até assuntos de sala de aula ou revisando as matérias das provas e naquela brincadeira sadia esperando tocar a campainha do Colégio às 7:15 hs da manhã até todos se dirigirem ao patio do colégio IST antes de entrar em sala de aula.

Muitas memórias me vem também quando era mês de maio e todos ao entrar pela manhã tinha que ficar em fila pra assistir a missa em reverência a Maria. O que me impressionava era o comportamento de todas as turmas, também o policiamento das irmãs era severo. Mais o respeito pelas nossas madres era grande... Me lembro das muitas serenatas que eu insistia em fazer com outros amigos, dentre eles o Pedro Paulo, com sua escaleta e eu com o violão sentado altas horas no meio fio da Av. Nazeazeno Ferreira, ao lado da antiga quadra do IST.

Quem se maravilhavam eram as garotas "internas" que todos os anos vinham de outras cidades a Bragança e ficavam sendo internas do Colégio. Muitas garotas lindas, não vou citar nome pra naum me comprometer, mais sei que elas adoravam a zoeira porque naquele tempo a gente cantava poesia, ou seja, era serenata mesmo. Tanto que nem o "seu Arsênio", sim, aquele do São Benedito e da Marujada se importava e até muitas vezes admirava.

Outra coisa muito precisa eram as caminhadas até a Vila Fátima em que quase todos os estudantes de nosso colégio se aventuravam nesse desafio de mais de 40 quilômetros, isso pela saida às meia-noite e só chegavamos pela manhã na vila, onde a comemoração perdurava pelo dia inteiro com muitas atividades, novenas e jogos entre colégios.

Tempo bom aquele. Me lembro dos estudantes mais afoitos que sempre aprontavam suas peripécias... presenciei um que adiantou os passos e levou caranguejo e colocou velas acesas no caranguejo com aquele tipo de luminárias que se usavam em procissões antigamente. Isso aconteceu lá por mais ou menos umas duas horas de caminhada quando as turmas começam a dispersar e uma dessas turmas vinha perto e foi feito a peripécia. Foi carreira pra todo lado, e nosso riso foi geral.... pregar uma peça dessa era preciso também de coragem.

O momento de final de ano era esperado quando muitos iam pra Ajuruteua, na antiga vila e lá ficavam até o mês inteiro de férias... Muito divertimento, muita batida de limão e muita musica. Sabe como íamos pra praia? Só de barco, pois não havia estrada pra ir até a praia. Me lembro de uma história que em Ajuruteua estava cheia de turistas e uma turma resolveu ir de barco numa manhã de domingo.

Geralmente se saia na primeira maré, ou seja, muitas muitas vezes de madrugada, pois se passava de 2 a 3 horas de barco a motor... e em uma dessas idas um barco já quase chegando em Ajuruteua "trepou" encima de um curral e furou o casco, a água começou a entrar e o pessoal já estavam no desespero quando avistaram a lancha do "seu Bibiano", imponente condução, uma das mais lindas de nossa cidade na época e mais veloz, quando veio ao encontro da lancha sinistrada.

Esse acontecimento foi num domingo pela manhã. As pessoas ficavam naquela parte superior da lancha e acenavam em desespero devido o problema que estavam passando da lancha estar enchendo de água... Só que as pessoas que vinham na lancha do seu Bibiano pensavam que o pessoal estavam acenando alegres pela recepção e aí começavam a soltar foguetes e pistola.... só depois que ficaram sabendo do que tinham acontecido. Graças a Deus que nada aconteceu, a lancha mesmo furada chegou no porto da vila para fazer a reparação do casco.

Essas eram histórias que aconteciam, tempos que não voltam mais, mais ficaram registrados em nossa memória. É aí que a gente fica a pensar e fazendo um balanço das coisas que acontecem atualmente com a gente. Uma coisa eu digo: " EU ERA FELIZ E NÃO SABIA .... ". (By Madson Oliveira)

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